Adotar animais: um ato responsável e consciente

Foto: Reprodução

A adoção de cachorros gatos contribui para minimizar um problema social, que são os abandonos e maus tratos

Não é difícil ouvirmos casos de animais que são tirados de situações de maus tratos, crueldade, abuso e abandono. Mas na semana passada, o caso dede um canil legalizado em Osasco, São Paulo, que criava os cães com o intuito de vendê-los chamou atenção e teve repercussão nacional. Através de uma denúncia (vídeo enviado onde era possível ver os animais sendo espancados), Luisa Mell, apresentadora de TV e militante da causa dos animais, e uma equipe que contava com veterinários e duas delegadas foram até o local de surpresa para averiguar a situação dos bichos.

A cena que eles se depararam era de horror e ação resultou no resgate de 135 cachorros de raça que sofriam abusos e maus tratos, vivendo na sujeira (tinham pilhas de fezes em alguns quartos onde estavam os cães, e também neles, haviam sinais claros de espancamento e até animais mortos em lixeiras).  Luisa Mell compartilhou toda a ação em suas redes sociais, principalmente no Instagram, e a repercusão foi grande. “Me faltam palavras para descrever todo o que presenciei. Acabamos agora o resgate de 135 animais! Eu não podia resgatar tantos de uma vez, mas como deixá-los ali sendo torturados, maltratados e explorados até a morte? “, disse ela em sua conta no IG. Além disso alguns vídeos e fotos foram postados em seu stories, onde todos os detalhes dos horrores encontrados no canil foram mostrados. Entre os animais, tinham yorkshires, lhasa apsos e até pugs.

Uma feira de adoção foi realizada na quarta-feira (4), em São Paulo pelo Instituto Luisa Mell, uma ONG onde ela cuida de centenas de cães e gatos. Dezenas de pessoas formaram uma fila que dobrou o quarteirão, duas horas antes do evento começar, uma raridade para feiras desse tipo. O problema é que o pessoal achou que ia levar para casa algum cão de raça, porém os animais resgatados do canil ainda estão passando por tratamento. Desta forma, nenhum dos cães estavam na feira, somente vira-latas. Quando o público soube que não se tratava de mascotes com pedigree, ninguém disfarçou a “decepção” e foram, praticamente, todos embora.

Esse caso trouxe à tona na redes sociais a discussão sobre o mercado de compra de animais de raça, a importância de verificar a procedência dos canis, e também a valorização do ato de adotar animais resgatados das ruas e de situações de maus tratos.

Um ato de amor
O caso do canil de Osasco é claramente um exemplo de que há pessoas que enxergam animais de estimação como mercadoria, um objeto, uma forma de lucrar. Mas felizmente, há pessoas que dedicam-se a eles, dando-lhe afeto, cuidados e atenção. Para cada caso de crueldade, há também os de adoção, onde cães e gatos têm conquistado um lar acolhedor, que os protege dos maus tratos das ruas.

Arquivo Pessoal

A jornalista Jasmine Horst tem 17 cachorros e 3 gatinhas adotadas. Ela conta que, por morar perto da BR em Guarapuava, um lugar onde sempre presenciou situações de abandono de aninais, acabou criando gosto por cuidar desses bichinhos que tanto precisam. E a recompensa, segundo ela, é enorme. “A gratificação de adotar acontece todos os dias, primeiro você vê que o cachorro ou o gato se transforma, muda tudo, muda até o olhar deles. É incrível acompanhar de perto o quanto eles melhoram. A maioria dos cães que adotei eram magrinhos, doentes, tinham bicheira. Hoje são outros animais. Além disso, há todo o carinho que eles nos retribuem. Todo dia eu tenho essa recompensa por ter adotado”, diz.

Sobre a questão da compra de animais, Jasmine diz que não julga quem quer ter um animal de determinado pedigree – porque desde pequena ela sonha em ter um cachorro da raça São Bernardo, mas ela ressalta a importância de verificar de onde esses animais comprados vem e em que situação eles foram criados. “O que me incomoda é que a pessoa vá ao pet shop, veja o cachorro, compre e pronto. Não pergunte nada, não queira saber de que forma ele foi criado, de que forma a mãe dele foi tratada. Se ele veio de um lugar autorizado, um lugar saudável. As pessoas são muito sossegadas em relação a isso. Tudo bem comprar, mas você precisa saber o que está financiando”,enfatiza a jornalista.

Feira de adoção
O vereador Aldonei Bonfim, ou Dognei como é conhecido em Guarapuava, trabalha juntamente com a SPAG (Sociedade Protetora dos Animais) e o Canil Municipal para minimizar o problema de animais abandonados em Guarapuava. Resgates, castrações, checagem de denúncias de maus tratos, procura por lares temporários e adoções são algumas das medidas adotadas. A Feira de Adoção, que acontece todos os sábados de manhã na rua XV de Novembro, em frente a Praça 9 de Dezembro. Os animais resgatados são castrados e colocados na Feira para que encontrem um novo lar.

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