Reforma Trabalhista vai atingir mais de 17 mil sindicatos no país

Foto: reprodução

Entre Guarapuava e região cerca de 50 entidades sindicais poderão fechar as portas

O Jornal Extra Guarapuava inicia uma série de reportagens para que o leitor possa entender as mudanças que ocorrerão na Reforma Trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional. Nesta edição destacamos o fim das contribuições sindicais, que deverá afetar diretamente 17.082 entidades sindicais no Brasil. Em Guarapuava e região a nova lei deverá atingir mais 50 sindicatos de diversas categorias representativas.

Os sindicatos de trabalhadores rurais serão as categorias deverão sofrer as maiores baixas na atividade. Na foto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarapuava, José Altamir

Os sindicatos têm como função principal garantir os direitos dos trabalhadores e assegurar que as categorias possam exercer de forma ética e segura suas funções. Para isso, as empresas que estão interligadas também contribuem para a fiscalização e manutenção desses fatores, mas o que vem sendo noticiado a nível nacional não está sendo nada animador, onde a sociedade organizada questiona qual é a contribuição dos sindicatos? Qual será o futuro destas entidades sindicais? Quais os reflexos em Guarapuava e região?

A reforma trabalhista sofreu inúmeras alterações, que já foram aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer. Entre os pontos de mudanças estão os horários da jornada de trabalho 12 x 36, o fim do imposto sindical obrigatório, reajustes salariais e questões interligadas as mulheres. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarapuava, José Altamir de Souza comenta e questiona a respeito da contribuição salarial. “Mesmo cobrando as taxas, os sindicatos enfrentam dificuldades financeiras. Somos nós que fiscalizamos se ocorre abusos ou não contra os trabalhadores. Caso sejamos extintos, quem vai dar este amparo ao trabalhador?”, alerta Altamir.

Na última terça-feira (14), o presidente Michel Temer sancionou a Medida Provisória (MP) 808/2017, com alteração de novos pontos da Reforma, juntamente com os valores da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), aprovada pelo decreto de Lei nº 5.452. Na opinião de alguns líderes sindicais, as mudanças foram nocivas e isso também reflete no trabalho que os sindicatos prestam entre empregados, patrões e empresas, que certamente será prejudicada com o fim da contribuição sindical obrigatória.

Por se tratar de uma Medida Provisória significa que alguns pontos podem não ser validados definitivamente, para isso o texto original precisará passar pelo Congressopara aprovação e só assim podendo virar um projeto de lei.

Cristiane Aparecida Wainer, do SISPPMUG, um dos principais sindicatos de Guarapuava aposta em novas filiações sindicais, para garantir as finanças da entidade

Livre filiação

Falando com exclusividade para este impresso, a presidente Sindicato dos Servidores, Funcionários públicos e Professores Municipais de Guarapuava (SISPPMUG), Cristiane Aparecida Wainer, adverte e comenta que por enquanto a crise sindical não afetará os trabalhadores de imediato devido á livre filiação. “É nosso dever garantir a luta dos trabalhadores em nossa cidade, nós acreditamos na livre filiação dos sindicatos, por acreditar nas inúmeras consequências que a reforma trabalhista trará”, alertou a sindicalista. A presidente ainda diz: “Entendemos que a reforma trabalhista é um retrocesso que mexe na rotina dos trabalhadores, coisas que os trabalhadores conquistaram durante anos”, lamentou Cristiane. Com a nova lei em vigor o trabalhador não mais terá um dia de trabalho descontado na folha de pagamento, onde a contribuição só poderá ocorrer após aprovação em assembleias coletivas.

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