O uso adequado da cadeirinha salvou vidas e uso inadequado gerou multas e mortes

Fotos: assessoria

Nos feriados de final de ano foram registrados inúmeros acidentes de carros, envolvendo crianças em rodovias do Paraná

Uso da cadeirinha utilizada de forma correta fomentou discussões nos últimos dias nos noticiários policiais e nas inúmeras ocorrências registradas no período de festas de final ano, onde milhares de carros circularam pelas rodovias paranaense, com inúmeros acidentes, algumas com vítimas fatais, envolvendo motoristas e seus familiares. Segundo dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2017, nas rodovias do Paraná foram flagrados 2.025 pais ou responsáveis transportando crianças sem cadeirinha (dados preliminares). Em 2016, haviam sido emitidas 1.301 autuações desse tipo. De acordo com o inspetor rodoviário, Elton Scremin, o uso correto da cadeirinha salva vidas e evita lesões mais graves. “Mesmo quando as crianças fazem manhas para não estarem presas ao cinto, é importante os pais se imporem e o fazerem da maneira correta, porque até numa simples frenagem ou parada de forma brusca a criança poderá ser injetada para frente, ocorrendo lesões e até a morte”, alerta o policial. O empresário Josmar Santana nos conta que tem dois filhos, de quatro e seis anos, que por isso a cadeirinha passou a ser uma peça fixa no seu veículo. “Em algumas viagens até me indispus com minha esposa, quando queria deixar a criança livre do cinto. Pela quantidade de acidentes que presenciamos quase todos os dias, está comprovado a importância do uso correto da cadeira no transporte de crianças”, ressaltou Josmar.

Flagrantes

A nossa reportagem flagrou na última terça-feira (9), um acidente na BR 277, trecho de Guarapuava, envolvendo os veículos Toyota Etios, placa BBR 3407, de Araucária e um veículo Kia Cerato, placa BGU 398, do Paraguai. Onde numa batida frontal o motorista do Etios ficou gravemente ferido, no Kia Cerato estavam um casal do Paraguai e duas crianças nas cadeirinhas. Socorristas e equipe de apoio da concessionária foram enfáticos em afirmar para reportagem que as cadeirinhas teriam salvado a vidas daquelas crianças, pelo impacto e a gravidade do acidente. Dados do Ministério da Saúde, mostram que o trânsito é a principal causa de morte acidental de meninos e meninas no Brasil. Mais de 1,2 mil crianças morreram nos últimos cinco anos nas rodovias federais vítimas de acidentes de trânsito. A PRF tem promovido constantes campanhas na conscientização quanto à utilização de instrumentos de proteção nos veículos de forma correta.

Infração gravíssima

Classificada como gravíssima pelo Código de Trânsito, a infração custa R$ 293. São sete pontos na carteira de habilitação. E o veículo é retido até a regularização. Crianças com até 1 ano de idade devem ser transportadas no bebê-conforto. Entre 1 e 4 anos, na cadeirinha. Dos 4 aos 7 anos e meio, no assento de elevação. Entre 7 anos e meio e dez anos de idade, a criança pode usar apenas o cinto de segurança, no banco traseiro. Os equipamentos de retenção destinados a crianças devem ter o certificado do Inmetro. Os pais ou responsáveis devem seguir sempre as instruções que constam do manual do fabricante.

 

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